Oleg Almeida. Antologia cosmopolita. 7 Letras: Rio de Janeiro, 2013

 

Oleg Almeida é desses casos raros do indivíduo com uma vocação literária múltipla. Capaz de escrever em prosa e verso em várias línguas, é hoje um dos nossos melhores tradutores do russo, vertendo para nossa língua tanto Púchkin ou Dostoiévski quanto o menos conhecido Mikhail Kuzmin. Seu currículo nos fala de sua intimidade com a literatura francesa e inclui também tradução de Baudelaire. E nesse livro há poemas nas várias línguas que lhe são íntimas. Alguns desses seus poemas refletem uma tradição russa, bem diferente da prática brasileira: é a poesia narrativa, declamativa, irônica e dramática, que não se furta ao surrealismo e liga-se a uma tradição oral que passa por Maiakóvski ou Evtuchenko. Surgindo a meio caminho entre o Oriente e o Ocidente, a Antologia cosmopolita amalgama diversos elementos culturais e, assim, faz jus ao seu título. Na introdução Oleg pede, quase implora, a atenção do leitor de uma maneira romântica e jovem. Escute esse apelo quem gosta de poesia: ler esse livro é um convite e, ao mesmo tempo, um desafio.

 

Affonso Romano de Sant’Anna (orelha do livro)

Resenhas: 

1. A Fruta dentro da Casca por Rejane Machado (publicado na Germina: revista de literatura e arte, ano XI - edição 47 / março de 2014; reproduzido na Revista EisFluências, ano V - número XXVIII (p. 1) / abril de 2014).

2. É preciso... Antologia cosmopolita de Oleg Almeida: uma leitura crítica por Marcelo Moraes Caetano (publicado na revista Diversos Afins: entre caminhos e palavras, leva 94 / setembro de 2014).